Por que criar um app para confêrencia de jogos via código de barras é complicado?

Depois do lançamento do app Premiou que tem por finalidade fazer confêrencia de jogos de loterias usando o comando de voz, recebemos alguns e-mails solicitando que nas próximas versões o mesmo faça a conferência pelo código de barra dos bilhetes gerados no ato da aposta.

Quando estavamos desenvolvendo o app Premiou, nossa intenção era que o mesmo fosse mais simples ainda do que essa modalidade atual, mas infelizmente nos deparamos com algumas dificuldades que impossibilitou outras opções.

O que vamos relatar aqui é um apenas hipótese de como deve ser o sistema da CEF em relação aos bilhetes gerados, conforme nosso conhecimento superficial.

O código de barras não deve conter os números

A maioria pensa que o código de barra impresso no rodapé de todos os jogos de loteria deve conter os números sorteados. Pelo nosso conhecimento, se realmente fosse deste tipo, ela deveria em tese adicionar mais informações extra como o tipo de jogo, data, concurso além das dezenas propriamente ditas. Tudo isso num código de barras se torna inviável, fora que com isso ela estaria criando uma limitação tecnológica.

Lotomania e Mega Sena possuem o mesmo padrão de código | Foto Origem: Wikipédia

Outro fator que reforça nossa tese, é que se comparar um jogo da Mega Sena (06 dezenas) com a da Lotomania (50 dezenas) o tamanho do codigo de barras é semelhante. Se fosse assim os jogos para a Lotomania deveria ter um código maior, coisa que não acontece.
Além do mais, colocar muitas informações num código de barras poderia trazer problemas futuros, caso o mesmo se deteriorasse com o tempo.

Como funcionaria, então?

No nosso conceito, o código de barras referente a cada bilhete representa um ID de código único que nunca se repetirá. Com essa chave, a CEF teria um banco de dado de todos os jogos já realizados.

Quando o cliente vai até uma casa lotérica verificar se determinado bilhete é premiado, a atendente passa o bilhete pela máquina registradora, que por sua vez faz a leitura do código, que nada mais é do que um identificador do seu jogo. Nisso o sistema acessa numa base de dados os metadados referente ao seu jogo.

Como manter uma base de dados desse porte seja muito custoso, creio que após 90 dias esses jogos sejam deletados ou atribuído algum banco de dados de jogos mortos, pois como sabemos você tem até 90 dias para o recebimento do seu jogo.

Conclusão

Nisso a grande dificuldadade de criar um app deste porte fica mais pela tecnologia da CEF que é bem fechada para esta finalidade. Se tivesse uma API, coisa que bem improvável seria bem mais fácil e simples a implementação.

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3 pensamentos em “Por que criar um app para confêrencia de jogos via código de barras é complicado?

  1. Mas na lotérica a conferência dos jogos se da por meio dos leitores ópticos nos caixas. A tecnologia já está criada e em uso. Deveria ser possível conferir os jogos através de um leitor do celular igual os que usamos nos app’s dos bancos para pagamentos das contas coisa simples ao meu ver.

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